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Como funciona correção monetária, o reajuste no consórcio?

4/21/2022 Paulo Amaro Da S. M. Santos

Como saber qual o valor do plano de consórcio que deve ser contratado se você não sabe o valor do bem que vai ser adquirido na data que você for contemplado? Afinal, o dinheiro muda de valor, sofre correções e reajustes.

Aqui vai um exemplo, imagina só se você fizer um consórcio imobiliário em um prazo de 15 a 20 anos. Quanto esse imóvel vai valer quando você for contemplado depois de tanto tempo?

Você não precisa se preocupar com isso, pois o consórcio já foi pensado para resolver essa problema com naturalidade. O consórcio já foi desenvolvido para garantir o poder de compra do consorciado na hora do faturamento do bem.

O que é o reajuste do consórcio?

Mesmo que os bens tenham variação de preço ao longo do tempo, o sistema de consórcio equilibra isso e garante as mesmas condições a todos os consorciados independente da data de contemplação, e isso é fito a partir dos reajustes.

O reajuste é tão necessário que é usado para cumprir as exigências do sistema de consórcios do artigo 11/795 de 2008 da legislação do Banco Central, que diz que a administradora deve prover a todos os consorciado escritos naquele grupo a isonomia e a garantia de compra dos seus bens ou serviços, de forma isonômica, isto é, de forma justa e igualitária.

Com isso, contemplado ou não, o reajuste do consórcio será aplicado na sua carta de crédito, dessa forma, a administradora da acesso ao bem referenciado a todos os consorciados, independente de se a contemplação ocorreu no inicio ou no final do plano.

Mas como funciona a correção monetária no consórcio? Esse reajuste existe? E se sim, ele é baseado em qual índice?

Como funciona o reajuste no consórcio?

O consórcio funciona como um auto financiamento em grupo. Nele, um grupo de pessoas interessadas em adquirir o mesmo bem contribui mensalmente com o pagamento das parcelas. Somando a contribuição de todos, forma-se um fundo comum destinado a compra dos bens.

Os prazos são longos. No entanto, a venda de imóveis, automóveis e outros bens não têm seus valores estáticos. Por isso, é necessário que as mensalidades sofram alguns reajustes com o tempo.

O fundo comum deve ser o suficiente para que todos adquiram os bens desejados ao final do prazo contratado. O reajuste funciona como uma forma de garantir que todos os contemplados tenham as mesmas condições de compra, independentemente de quando ocorrer a contemplação.

Por isso, é feito uma previsão da inflação utilizando alguns índices disponíveis no mercado. Essa porcentagem é aplicada às mensalidades de todos os participantes, inclusive os primeiros sorteados. Afinal, mesmo após a aquisição do bem, todos os cotistas são obrigados a honrar com as parcelas até a conclusão do grupo.

Se não houvesse o reajuste do consórcio, o último contemplado não conseguiria fazer a compra do bem desejado, já que o mesmo ficou mais caro. Assim, precisaria encontrar outro imóvel ou, ainda, complementar esse valor. Não parece justo, não é mesmo?

Como é calculado o reajuste?

A partir de índices muito conhecidos no mercado. Esse indices variam de bem para bem, de administradora para administradora. Cada seguimento de consórcio e cada empresa adota sua política comercial de credito. Por isso antes de fechar qualquer ngócio é fundamental a leitua obrigatória do contrato de adesão. É lá que você entenderá direitinho as taxas e correções que ele pode vir a sofrer.

O índice de correção da sua carta de crédito vai estar indicado no seu contrato. Lembrando que não é possível fazer a previsão acertada de qual será o reajuste, uma vez que eles são voláteis.

A correção ela existe, tanto em planos de veículo quanto de imóveis.

Quais os índices utilizados para a correção?

As cotas de veículo irão reajustar de acordo com a tabela do fabricante. Quando você contrata existe um bem base. Aumentou o valor desse bem na fábrica, sua parcela vai ajustar para que se tenha uma equivalência no poder de compra durante sua contratação.

Quem contrata um consórcio o faz pensando em um bem, logo, se aumentou o bem, o valor da parcela é reajustado com base no ajuste da fábrica.

Esse mesmo procedimento de reajuste também é adotado no seguimento imobiliário através das carta de crédito de imóvel. Só que nesse caso o índice utilizado é o INCC (Índice nacional da construção civil). Esse índice faz a mensuração dos custos da habitação pelo pais a fora, ou seja, os custos de produção e construção de moradias nas principais capitais do país. Quem faz o levantamento desse índice é a FGV (Fundação Getúlio Vargas).

Para consórcio de serviços geralmente é utilizado o IGPM, também mensurado pela FGV,

Por último nos temos a tabela Fipe, utilizado para referenciar o reajuste no seguimento de automóvel, mas isso depende muito de região para região, normalmente as administradoras seguem a sugestão das montadoras e fabricantes dos veículos, isto é, , como foi dito acima, quando o preço do bem muda na fábrica, a administradora repassa isso para o seu grupo.

Como e quando ocorre a mudança no valor das parcelas?

Vale lembrar que as atualizações são feitas de acordo com cada administradora, ou seja, com o prazo estipulado no seu contrato. Algumas aplicam esse reajuste semestralmente, outras a cada 12 meses, no aniversário da cota, então sempre é bom checar quando ocorrerá a atualização no seu contrato.

Outro ponto é que a atualização pode ser tanto positiva quanto negativa, depende se você já está contemplado ou não. Por isso é importante analisar bem antes de seguir qualquer questão no consórcio.

Mesmo após a contemplação sua parcela e saldo devedor continuarão sendo reajustados pelo índice estipulado em contrato pela administradora.

Isso acontece devido aos outros consorciados precisarem ainda adquirir seus bens, logo, a parcela precisa estar atualizada para a empresa que gere o grupo continuar entregando os bens que faltam aos consorciados que faltam. Para entender como usar o reajuste com sabedoria e a seu favor atente-se a esse conteúdo.

Está apreensivo com esses reajustes?

Toda carta de crédito sofrerá reajustes, e eles estarão presentes no contrato. A melhor forma de lidar com essa variação de valor é acompanhar a oscilação dos últimos anos e trabalhar com uma projeção baseado em um levantamento histórico.

Não tem jeito de fugir do reajuste do consórcio. Mesmo você que já foi contemplado e está tendo um aumento no saldo devedor, lembre-se que o seu bem também, valoriza com o tempo! Principalmente se estivermos falando de imóveis.

Entre em contato conosco e descubra como usar o reajuste, a correção monetária do consórcio, a seu favor!

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