Segmento imobiliário ultrapassou motocicletas no primeiro quadrimestre e registrou 557,49 mil adesões; em abril, imóveis também superou veículos leves no volume mensal de vendas
O consórcio de imóveis entrou em 2026 em uma posição que chama atenção dentro do Sistema de Consórcios: O segundo lugar em vendas de cotas no primeiro quadrimestre, atrás apenas dos veículos leves.
Entre janeiro e abril, foram 557,49 mil cotas de imóveis comercializadas, contra 505,15 mil de motocicletas e 658,41 mil de veículos leves. O resultado representa crescimento de 48,4% em relação ao mesmo período de 2025.
Mas o dado mais interessante apareceu em abril.
Naquele mês, o consórcio imobiliário registrou 166.558 novas cotas, superando os veículos leves, que tiveram 164.823 adesões. As motocicletas ficaram em 122.263.
A mudança não significa que imóveis tenha assumido definitivamente a segunda posição no fechamento de 2026.
O resultado anual ainda depende dos meses seguintes. Mas os números mostram que o segmento imobiliário deixou de ser apenas um participante relevante do mercado e passou a disputar diretamente posições historicamente ocupadas pelos veículos.
E essa história começou antes de 2026.
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A distância entre imóveis e motocicletas vinha diminuindo há alguns anos.
Em 2024, o consórcio de motocicletas comercializou 1.327.804 cotas, enquanto o segmento de imóveis registrou 992.727.
A diferença era de mais de 335 mil adesões.
Em 2025, porém, o cenário mudou.
O consórcio imobiliário chegou a 1.351.727 cotas vendidas, enquanto as motocicletas registraram 1.438.147. A diferença caiu para aproximadamente 86 mil cotas.
Então veio 2026.
Nos primeiros quatro meses do ano, imóveis passou à frente:
| Segmento | Cotas vendidas de jan. a abr. de 2026 |
|---|---|
| Veículos leves | 658,41 mil |
| Imóveis | 557,49 mil |
| Motocicletas | 505,15 mil |
O movimento é importante porque a disputa não aconteceu apenas em um mês isolado.
Em 2024, imóveis já havia superado motocicletas em agosto e novembro. Em 2025, ficou à frente das motos durante três meses consecutivos, em setembro, outubro e novembro.
O primeiro quadrimestre de 2026, portanto, amplia uma tendência que já vinha aparecendo nos dados.
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Abril teve uma mudança ainda mais expressiva
Se o acumulado de quatro meses chamou atenção, o resultado de abril foi ainda mais simbólico.
Naquele mês, o ranking de vendas ficou assim:
1º veículos leves: 164.823 cotas
2º imóveis: 166.558 cotas
3º motocicletas: 122.263 cotas
Na prática, o segmento imobiliário vendeu 1.735 cotas a mais que veículos leves naquele mês.
É importante fazer uma distinção: esse resultado mensal não significa que imóveis tenha tomado a liderança anual.
No acumulado de janeiro a abril, os veículos leves ainda estavam na frente, com 658,41 mil adesões.
Mas abril mostrou que o segmento imobiliário já consegue disputar diretamente o topo em determinados períodos.
Por que o consórcio de imóveis está crescendo?
Os números da ABAC mostram um crescimento expressivo, mas eles não determinam sozinhos uma causa única para esse movimento.
A própria entidade relaciona o avanço à maior atenção do consumidor ao planejamento e à formação de patrimônio.
O economista Luiz Antonio Barbagallo, da ABAC, afirmou que o crescimento recente pode estar relacionado a uma maior percepção dos benefícios do planejamento para quem busca moradia ou possui perfil voltado à formação de patrimônio.
O contexto também ajuda a explicar por que o produto chama atenção.
O consórcio permite planejar uma aquisição de longo prazo por meio de um grupo, com contemplações por sorteio ou lance conforme as regras do contrato.
Para quem não precisa necessariamente receber o imóvel imediatamente, essa característica pode ser relevante na organização financeira.
Mas existe uma diferença fundamental:
crescimento nas vendas não significa contemplação imediata.
O consumidor que entra em um grupo precisa considerar prazo, parcela, taxa de administração, reajustes, regras de lance e demais condições contratuais.
O consórcio imobiliário já lidera quando o assunto é crédito
A novidade de 2026 está nas vendas de cotas.
Quando o indicador analisado é o volume financeiro de créditos comercializados, a liderança dos imóveis é mais antiga.
Segundo a ABAC, o segmento imobiliário assumiu a primeira posição nesse indicador em 2020.
E existe outro marco importante.
Em 2024, o consórcio de imóveis comercializou R$ 191,15 bilhões em créditos, superando pela primeira vez a soma dos três segmentos de veículos automotores:
- veículos leves;
- veículos pesados;
- motocicletas.
Juntos, os segmentos automotores somaram R$ 185,75 bilhões naquele ano.
Isso ajuda a explicar por que o consórcio imobiliário ganhou tanto peso dentro do sistema.
Ele não está apenas aumentando o número de adesões. O valor financeiro movimentado pelo segmento também já ocupa posição central no mercado.
Participantes ativos: Distância para motocicletas diminui
O movimento aparece também quando se observa o número de pessoas que permanecem nos grupos.
Em abril de 2026, o consórcio de imóveis tinha aproximadamente 2,99 milhões de participantes ativos.
As motocicletas registravam 3,24 milhões.
A diferença, portanto, estava em aproximadamente 247 mil participantes.
Um ano antes, o cenário era bastante diferente.
Em abril de 2025:
- motocicletas: 3,09 milhões de participantes;
- imóveis: 2,25 milhões.
A diferença era de aproximadamente 837 mil participantes.
Em 12 meses, o segmento imobiliário cresceu 32,9%, enquanto motocicletas avançou 4,9%.
Ou seja, a aproximação ocorre em duas frentes:
vendas de novas cotas + base de participantes ativos.
O mercado de consórcio imobiliário continuou crescendo no primeiro semestre
Os dados divulgados posteriormente pela ABAC mostram que o avanço não ficou restrito ao primeiro quadrimestre.
No primeiro semestre de 2026, o consórcio de imóveis chegou a 838,03 mil cotas comercializadas, crescimento de 41,9% sobre o mesmo período de 2025.
Isso é importante porque coloca o resultado do primeiro quadrimestre dentro de uma trajetória mais ampla.
O segmento não apenas chegou ao segundo lugar entre janeiro e abril. Ele continuou crescendo nos meses seguintes.
E os números mais recentes reforçam ainda mais essa trajetória: entre janeiro e julho de 2026, foram 979,67 mil cotas de imóveis comercializadas, alta de 40,8%, enquanto o segmento chegou a 3,32 milhões de participantes ativos.
FGTS também entra nessa história
Outro movimento ajuda a entender o interesse crescente pelo consórcio imobiliário: o uso do FGTS.
Entre janeiro e abril de 2026, 1.547 trabalhadores-consorciados utilizaram recursos do FGTS em operações relacionadas a grupos de consórcio de imóveis, movimentando R$ 136,28 milhões.
Os recursos foram utilizados em diferentes situações, incluindo pagamento de parcelas, quitação de débitos, oferta de lance e complementação de crédito, observadas as regras aplicáveis.
Esse é um tema que merece atenção porque conecta duas estratégias diferentes: planejamento para aquisição de imóvel e utilização de recursos já acumulados pelo trabalhador.
A Consorciocred já publicou um guia específico sobre o assunto:
FGTS no consórcio de imóveis cresce 32,9% em 2026
Consórcio de imóveis virou opção apenas para quem quer comprar a casa própria?
Não.
Esse é outro ponto que ajuda a explicar o crescimento do segmento.
O crédito imobiliário pode ser utilizado, conforme as regras do contrato e da administradora, para diferentes objetivos relacionados ao imóvel.
Entre as possibilidades estão situações como:
- compra de casa;
- compra de apartamento;
- aquisição de terreno;
- construção;
- reforma;
- aquisição de imóvel comercial;
- outras finalidades imobiliárias previstas nas regras da operação.
Por isso, o consórcio imobiliário também passou a aparecer em discussões sobre formação e diversificação patrimonial.
A Consorciocred explica em detalhes como funciona a modalidade em 2026 e quais são as possibilidades de utilização do crédito.
O que muda para quem pensa em comprar um imóvel?
O crescimento das adesões não significa que o consórcio seja automaticamente adequado para qualquer comprador.
A primeira pergunta deve ser:
Qual é o meu prazo para comprar o imóvel?
Se existe necessidade de adquirir o imóvel imediatamente, o consumidor precisa avaliar alternativas que tenham disponibilidade de crédito compatível com essa urgência.
No consórcio tradicional, a contemplação depende de sorteio ou lance, de acordo com as regras do grupo.
Já quem possui um horizonte de planejamento maior pode avaliar o consórcio como uma forma de organizar a aquisição.
Por isso, antes de olhar somente para a parcela, é importante analisar:
Prazo
Quanto tempo você está disposto a esperar?
Valor do crédito
Qual valor de imóvel você pretende adquirir?
Capacidade de pagamento
A parcela cabe no orçamento hoje e nos próximos anos?
Reajustes
Como o crédito e as parcelas serão atualizados?
Contemplação
Quais são as regras de sorteio e lance?
Objetivo
A intenção é morar, construir, reformar ou formar patrimônio?
Consórcio imobiliário x financiamento: A diferença começa no objetivo
Uma comparação simples ajuda a entender a lógica.
No financiamento, o consumidor normalmente busca acesso imediato ao crédito, assumindo uma dívida que envolve juros e demais custos da operação.
No consórcio, o consumidor participa de um grupo de autofinanciamento e aguarda a contemplação para acessar o crédito, conforme as regras do contrato.
São estruturas diferentes.
Por isso, comparar apenas o valor da parcela pode produzir uma conclusão equivocada.
O correto é colocar lado a lado:
prazo + custo total + urgência + capacidade financeira + objetivo de aquisição.
Para quem está nessa comparação, a Consorciocred também possui um conteúdo específico sobre o funcionamento do consórcio imobiliário em 2026:
Como funciona o consórcio de imóveis em 2026
O que os números revelam sobre o mercado?
Existe uma mudança importante acontecendo.
Durante muitos anos, os números de vendas de cotas foram fortemente associados aos veículos.
Os dados históricos mostram que as motocicletas tiveram grande participação nas adesões no início deste século. Em 2016, os veículos leves assumiram a liderança nas vendas e permaneceram no primeiro lugar.
Agora, o movimento mais recente ocorre no segundo lugar.
O consórcio imobiliário:
- ultrapassou motocicletas no acumulado do primeiro quadrimestre;
- superou veículos leves em vendas no mês de abril;
- cresceu 48,4% nas vendas no primeiro quadrimestre;
- chegou a 3 milhões de participantes ativos em abril;
- reduziu significativamente a distância para motocicletas;
- lidera o mercado em créditos comercializados desde 2020.
E os dados posteriores mostram que o movimento continuou ao longo do primeiro semestre e do início do segundo semestre.
O consórcio de imóveis vai terminar 2026 em segundo lugar?
Essa é uma pergunta que os números do primeiro quadrimestre ainda não permitem responder definitivamente.
O que os dados comprovam é que imóveis chegou ao segundo lugar nas vendas acumuladas de janeiro a abril e manteve uma trajetória de forte crescimento ao longo dos meses seguintes.
No primeiro semestre, o segmento registrou 838,03 mil cotas vendidas, contra 759,60 mil motocicletas.
Até julho, a distância aumentou: imóveis chegou a 979,67 mil cotas, enquanto motocicletas registrou 896,38 mil.
Portanto, a disputa que começou no primeiro quadrimestre ganhou força durante o ano.
Mas o resultado final de 2026 só poderá ser conhecido após o encerramento do ano.
Consórcio de imóveis: Um mercado que mudou de tamanho
O que começou como uma aproximação entre imóveis e motocicletas se transformou em uma das principais histórias do mercado de consórcios em 2026.
O segmento imobiliário já era líder em volume de créditos comercializados.
Agora, também passou a disputar posições de destaque no número de novas adesões.
O salto de 557,49 mil cotas no primeiro quadrimestre para 838,03 mil no primeiro semestre e 979,67 mil até julho mostra que o movimento ganhou escala ao longo do ano.
E isso muda a forma como o consumidor precisa olhar para o consórcio.
Não se trata apenas de uma modalidade para comprar uma casa no futuro.
O mercado imobiliário de consórcios passou a envolver também planejamento patrimonial, construção, reforma, aquisição de terrenos e diferentes estratégias de utilização do crédito, sempre respeitando as regras do contrato e da administradora.
Quer entrar em um consórcio de imóveis?
O crescimento do segmento pode chamar atenção, mas a decisão precisa começar pelo planejamento.
Antes de escolher uma cota, analise o valor do crédito, prazo, parcela, reajustes, custos envolvidos e as regras de contemplação.
A Consorciocred acompanha o mercado de consórcios e oferece informações e opções para quem busca uma cota imobiliária.
Se o objetivo é comprar um imóvel, construir patrimônio ou entender quais possibilidades existem para o seu perfil, fale com a Consorciocred antes de tomar sua decisão.
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Perguntas frequentes sobre consórcio de imóveis
O consórcio de imóveis passou as motocicletas em vendas em 2026?
Sim. No primeiro quadrimestre, imóveis registrou 557,49 mil cotas vendidas, enquanto motocicletas somou 505,15 mil. No primeiro semestre, a diferença aumentou para 838,03 mil contra 759,60 mil.
O consórcio de imóveis vendeu mais que veículos leves?
No acumulado de janeiro a abril, não. Veículos leves lideraram com 658,41 mil cotas, contra 557,49 mil de imóveis. Porém, em abril, imóveis teve 166.558 adesões, superando os 164.823 veículos leves.
Quantas pessoas participavam de consórcios de imóveis em abril de 2026?
O segmento tinha aproximadamente 2,99 milhões de participantes ativos em abril de 2026, segundo dados da ABAC.
O consórcio de imóveis é usado apenas para comprar casas?
Não necessariamente. A modalidade pode ser utilizada para diferentes objetivos imobiliários previstos nas regras do contrato, incluindo aquisição de imóveis, terrenos, construção e reforma.
O consórcio de imóveis é melhor que o financiamento?
São modalidades diferentes, com estruturas e objetivos distintos. A escolha depende de fatores como urgência, prazo, capacidade de pagamento, custo total e objetivo de aquisição.
O consórcio de imóveis pode ser usado para formação de patrimônio?
Sim, o consórcio pode fazer parte de estratégias de aquisição patrimonial. A forma de utilização depende do crédito contratado, contemplação e regras da administradora.
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